A expressão “qualidade de vida” entrou no nosso vocabulário – e em nossas vidas - na década de 1990 e, desde então, com frequência crescente, passou a fazer parte das conversas mais corriqueiras. Todo mundo, afinal, deseja e busca qualidade de vida. A origem do termo é atribuída a um ex-presidente norte-americano, Lyndon Johnson, que, em 1964, disse que os grandes lucros de bancos, empresas, corporações, só fariam sentido se estivessem refletidos na ´qualidade de vida´ que proporcionassem às pessoas.
De lá pra cá, muita coisa mudou. A ideia e a expressão hoje são banais, de tão recorrentes; mas no fundo ainda nos perguntamos: o que é, enfim, esse negócio de qualidade de vida?
A resposta provavelmente será diferente para cada pessoa, mas há um consenso em torno das escolhas na maneira de se viver que podem nos aproximar daquela sensação de equilíbrio que sentimos de vez em quando e queremos prolongar. Tão desejado ao longo dos anos, esse sentimento de ser uma pessoa mais equilibrada diante da dinâmica - às vezes alucinante - da vida pode ser definido como um conjunto de hábitos e atitudes que qualificam o jeito que vivemos. Alguns ficaram até batidos, de tão essenciais. Outros ainda parecem difíceis de cultivar. Todos são igualmente importantes e deviam estar anotados na carteira, fixados na porta da geladeira, memorizados até se transformarem em regras de conduta, já que tendemos a esquecê-los. Resumidamente, eu faria a seguinte seleção/recomendação: alimente-se bem, hidrate-se sempre, faça uma atividade física que lhe dê prazer com certa regularidade, cuide da qualidade do seu sono, use suas habilidades e talentos no trabalho e no lazer.
Por falar em lazer, não abra mão do lazer e do descanso, que, aliás, dão mais sentido a todo o resto; identifique as coisas saudáveis que lhe fazem bem e as priorize como hábitos; tenha sempre em vista projetos e metas pessoais e profissionais; mantenha bons relacionamentos (em família, no trabalho, entre amigos) e tente se livrar de hábitos como o sedentarismo ou como excesso ou falta de peso.
Em pouco tempo, adotando três ou quatro desses “recados” e com disposição para, quem sabe um dia, praticar todos eles, você provavelmente irá experimentar a definição, apresentada em 1994 pela Organização Mundial da Saúde, para qualidade de vida: “A percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.
Simplificando a definição, o ponto mais importante é o entendimento de que qualidade de vida é, antes de tudo, o sentimento de estar bem com você mesmo na maior parte do tempo. Isso já é muita coisa.
Saiba mais em: www.desafiopharmaton.com.br.
*Por Mario Sergio, preparador físico da Run&Fun e consultor técnico do portal www.desafiopharmaton.com.br